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Doenças evitáveis por vacinas
 

Fontes:
Sociedade Brasileira de Imunizações - Sbim - https://sbim.org.br/
Center of Diseases control and Precention - CDC - https://www.cdc.gov/
Sociedade Brasileira de Pediatria - https://www.sbp.com.br/

PNI- Programa Nacional de Imunizações - http://www.blog.saude.gov.br/index.php/entenda-o-sus/50027-programa-nacional-de-imunizacoes-pni

 

 

 

DOENÇAS EVITÁVEIS POR VACINAS


HEPATITE B

Causada pelo vírus da hepatite B e transmitida por via sexual, sangue (usuários de drogas), secreções contaminadas (manicures, podólogos, tatuagem),  e também por transmissão materno-fetal, pela circulação placentária, durante a gestação.
Acarreta infeção no fígado, com icterícia (cor amarelada nos olhos e na pele), dor abdominal, diarréia, fezes esbranquiçadas, urina escura (cor de chá mate), cansaço, perda de apetite, emagrecimento e vômitos.
Pode se tornar crônica e permanecer assintomática por muitos anos, evoluindo para cirrose e câncer de fígado.
A cada ano, morrem de 3000 a 5000 pessoas por hepatite B.

TUBERCULOSE
Causada pela bactéria Mycobactrium tuberculosis.
A transmissão ocorre do adulto a crianças pequenas pela respiração, principalmente em locais fechados e entre pessoas da mesma família.
Manifesta-se com tosse persistente, falta de ar, cansaço, emagrecimento, chiado no peito, podendo evoluir para escarro purulento e com sangue e até o óbito.

TÉTANO
Causado por bactéria (Clostricium tetani).Transmitido por ferimentos contaminados. Em recém-nascidos, pode ser transmitido por equipamentos não devidamente esterilizados durante o parto, acarretando o tétano neonatal.
Evolui com contratura intensa em todo o corpo, espasmos dolorosos e incontroláveis da mandíbula e do pescoço, podendo fraturar os ossos, e leva à incapacidade para se movimentar à morte em 10 dias.
Tétano não tem cura.


DIFTERIA
Causada por bactéria (Corynebacterium diphtheriae).
Dor  e secreção na garganta, rouquidão, febre.
Se não for rapidamente diagnosticada e tratada, sua toxina poderá acarretar complicações como insuficiência cardíaca e  paralisia
Uma em cada dez pessoas morrem por difteria ea única forma de prevenção é a vacinação.

COQUELUCHE (tosse comprida ou pertussis)
Causada por bactéria (Bordetella pertusis), transmitida geralmente de adultos para bebês pequenos e recém-nascidos (pais, avós, babás, enfermeiras não vacinados são os maiores transmissores a bebês).
Seu sintomas iniciais podem ser parecidos com resfriado comum.Posteriormente, evolui para tosse em crises, que pioram ao chorar, falar, comer, beber, com respirações rápidas e ofegantes e sons parecidos com ruído de guincho após crise de tosse.
Bebês pequenos podem evoluir para insuficiência respiratória, convulsões, encefalite e morte.
Pais e pessoas que aguardam a chegada do bebês devem se vacinar para evitar a transmissão.
A vacina da coqueluche (DPT acelular) é recomendada a todas as gestantes, em cada gestação.
Adultos, quando contraem coqueluche, podem evoluir para encefalite.

POLIOMIELITE
Causada por vírus transmitido por via oral-fecal através de água e alimentos contaminados. Causa paralisia perene, com deformidade de membros inferiores, dificuldade ou inabilidade para andar,  insuficiência respiratória e morte.
A pólio está atualmente erradicada no Brasil, mas pode voltar, devido à opção de muitos pais, de não vacinarem seus filhos.
Não tem cura e pode ser prevenida somente pela vacinação.

ROTAVIROSE
Causada por vírus intestinal.
Diarréia aguda, com desidratação, principalmente em crianças pequenas.Tem um alto índice de internações hospitalares e óbitos.

 

DOENÇAS PELO HAEMOPHILUS b  - Hib
Causadas por bactéria.
Acarreta otite, sinusite, artrite, pneumonia e meningite.
Ainda morrem muitas crianças de meningite por Hib, principalmente aquelas que não recebem reforços da vacina, que está indicado aos 15 meses (com a vacina pentavalente). O risco da criança contrair infeção pelo Hib vai até 06 anos de idade e uma em cada quatro crianças infectadas pelo Hib permanecem com sequelas neurológicas graves e uma em cada vinte crianças morrem pela doença.

 

DOENÇAS PELO PNEUMOCOCO
Causadas por bactéria (Streptococcus pneumoniae).
Comuns no inverno e  início da primavera, acarreta otite, sinusite, pneumonia e meningite com sequelas neurológicas graves e óbito.
Asmáticos, pessoas que retiraram o baço, portadores de síndrome de Down, diabéticos, e com imunodeficiências têm maior risco de doença pneumoicócica.
Menores de 02 anos de idade e pessoas maiores de 50 anos  também são grupos de risco.

 

HEPATITE A
Causada por vírus transmitido através de água e alimentos contaminados e também por relação sexual.
Crianças pequenas têm maior risco.
Água de piscinas, areias das praias, água do mar transmitem hepatite A.
Acarreta infeção no fígado, com icterícia (cor amarelada nos olhos e na pele), dor abdominal, diarréia, fezes esbranquiçadas, urina escura (cor de chá mate), cansaço, perda de apetite, emagrecimento e vômitos.
Crianças abaixo de 06 anos podem ter sintomas como diarréia e vômitos (como outras viroses) que podem retardar o diagnóstico e evoluir para complicações.
Cerca de 100 pessoas morrem por hepatite A a cada ano.

GRIPE
Causada pelo vírus influenza, ocorre preferencialmente no inverno, mas no Brasil, pode ocorrer em todas as estações, principalmente pelo vírus A H1N1.
Febre, coriza, espirros, dor de cabeça e garganta, dores musculares e articulares, tosse, insuficiência respiratória agudas.Pode se complicar com pneumonia e a síndrome respiratória aguda grave.
Tem um alto índice de hospitalizações, principalmente em crianças menores de 04 anos, idosos, portadores de doenças crônicas (diabetes, insuficientes renais, cardíacos, portadores de imunodeficiências), asmáticos, pessoas que estão tratando o câncer, gestantes e obesos. Muitos morrem devido à síndrome respiratória aguda grave.

 

SARAMPO
Causado por vírus (família Paramixovírus, gênero Morbilivirus).
É extremamente contagioso e sua transmissão ocorre pela respiração.
Manifesta-se com febre alta, convulsões febris, tosse, conjuntivite, coriza, manchas esbranquiçadas na boca, manchas na pele (face e todo o corpo),  aumento de gânglios, dores musculares.
Uma  em cada dez crianças pode evoluir para otite, uma em cada vinte pode ter pneumonia e uma em cada mil crianças pode desenvolver encefalite (que em adultos é mais frequente).
Infelizmente,  o sarampo está voltando a acometer crianças e adultos, com um alto índice de complicações e mortes, devido à opção de muitos pais de não vacinarem seus filhos.
Sarampo mata cerca de um milhão de pessoas por ano, em todo o mundo.


CAXUMBA 
Causada pelo vírus da caxumba (da família Paramixovirus).
Altamente contagiosa, pode acometer crianças e adultos não vacinados.
Febre, dor de cabeça, inchaço no pescoço e bochechas (inflamação de glândulas salivares).
Caxumba leva à meningite (01 a cada 10 crianças), encefalite, pancreatite (que pode acarretar diabetes tipo I), inflamação dos testículos com esterilidade masculina perene) e mortes (01 a cada 10.000).

 

RUBÉOLA
Causada por vírus (Rubivirus).
Em geral é doença leve, com inchaço de gânglios do pescoço, febre e manchas pela pele.
Seu maior risco se refere à transmissão de gestantes aos seus fetos, durante a gestação.
Gestantes infectadas têm 80% de chance de transmitir a seus filhos a rubéola congênita, que se manifesta com retardo do sistema nervoso central, surdez congênita, catarata congênita e não tem cura.

 

VARICELA
Causada pelo vírus Varicella zoster,  é transmitida pela respiração ou proximidade com lesões de pele.
Acarreta febre, lesões vesiculares  na pele, com intensa coceira (prurido), podem deixar cicatrizes.
Pode se complicar com infecção bacteriana (síndrome do choque tóxico), pneumonia, encefalite.
Tem alta letalidade em menores de 12 meses.
Uma em cada três gestantes que contraem catapora, pode morrer pela doença, sendo geralmente grave na gestação. Além disso, a gestante pode transmitir a catapora ao feto e recém-nascido (na forma de catapora congênita e também catapora neonatal, extremamente graves.
A primavera e final de inverno são estações de maior risco.

DOENÇAS CAUSADAS POR MENINGOCOCOS (MENINGITES)
Causadas por bactérias invasivas (Neisseria meningitidis), os meningococos que mais infectam humanos são: meningococo C, B, W, Y e A.
Acarretam sintomas iniciais parecidos com viroses intestinais (febre, náusea, vômitos, sintomas gripais) e após algumas horas, evoluem para rigidez de nuca, convulsões, manchas roxas na pele, podendo rapidamente ir ao choque séptico e para a morte.
Bebês com meningite não apresentam rigidez de nuca, mas apresentam febre alta, vômitos e muita irritabilidade, além de convulsões.


ZOSTER
Infecção da pele e nervos, decorrente da reativação do vírus Varicella zoster, que permanece latente no organismo de adultos que tiveram varicela (catapora) na infância.
Mais comum em pessoas após os 50 anos de idade.
Complica-se em neuralgia pós herpética, com dor intensa em terminações nervosas, por muitos anos.
Pode acarretar cegueira, se acometer os nervos oculares, paralisia facial (nervo facial), surdez, e outras complicações neurológicas graves.

FEBRE AMARELA
Infecção viral (Arbovirus) transmitida por picada de mosquito silvestre ou urbano.
Febre alta, dores nos olhos e de cabeça, diarréia, vômitos, dores musculares, manchas pela pele.
Pode se complicar com sangramentos  (baixa de plaquetas), insuficiência hepática ou renal, encefalite e levar a óbito.

 

 

 

VACINAS INDICADAS PARA CRIANÇAS

Crianças até 09 anos de idade têm indicação de 11 vacinas, que protegem contra 15 doenças:

 

Vacina contra Hepatite A: 2 doses, com 12 e 18 meses.

Vacina contra Hepatite B: 3 doses com o nascimento, 02 meses e 06 meses.

Vacina contra Hib (Haemophilus influenzae b): 04 doses: 02, 04, 06 meses e reforço com 15-18 meses (faz parte das vacinas penta e hexavalente).

Vacina contra Gripe - Influenza: indicada para todas as pessoas a partir de 06 meses de idade. É ima vacina anual. Crianças menores de 9 anos devem receber 02 doses da vacina na primeira vez que são vacinados ( nos anos seguintes, só 01 dose). Maiores de 09 anos, recebem uma dose anual.

Vacinas contra pneumococo:
Vacina Pneumocócica 13 V - 04 doses: 02, 04, 06 meses e reforço com 12 - 15 meses
Vacina Pneumocócica 23 (indicada apenas para maiores de 02 anos de idade).

Vacina contra Pólio: Indicada aos 02, 04, 06 meses com reforços com 12 - 15 meses e 04 anos de idade (faz parte das vacinas penta e hexavalente).
Menores de 15 meses devem preferencialmente receber a Vacina injetável, pois não acarreta paralisia vacinal (os vírus estão mortos ou inativos). 

 

Vacina contra Rotavirus: 
- rede privada: 03 doses (02, 04 e 06 meses de idade).
- rede pública: 02 doses ( 02 e 04 meses).

 

Vacina contra Varicella (catapora): recomendada para todas as idades, mas, de rotina é realizada entre 12 e 15 meses (em 02 doses com intervalo de 30 a 90 dias). Adultos e adolescentes não vacinados na infância também recebem 02 doses com o mesmo intervalo.

 

Vacina DTPa: protege contra Difteria, Tétano, e Pertussis (coqueluche).
Pode vir combinada com outras vacinas, na forma de Hexavalente, Pentavalente, Tetravalente ou só DPTa (tríplice bacteriana acelular). Indicada a crianças, aos 9 anos de idade, adolescentes (15 anos) e adultos, a cada 10 anos.

Vacina Hexavalente: 02, e 06 meses de idade (tétano, difteria, pertussis acelular + pólio inativada + Hib + Hepatite B). Na rede privada é acelular (acarretando menos reações).

Vacina Pentavalente: indicada aos 04 meses e 15-18 meses (tétano, difteria, pertussis acelular + pólio inativada + Hib). Na rede privada é acelular (acarretando menos reações).


Vacina DPT acelular + VIP: recomendada aos 04 anos (tétano, difteria, pertussis acelular + pólio inativada).

 

Tríplice bacteriana acelular: DPTa - aos 09 anos, 15 anos e a partir daí, de 10 em10 anos (tétano, difteria, pertussis acelular).

 

Vacina tríplice viral: contra sarampo, caxumba e rubéola (indicada aos 6 meses, 12 e 15 meses e na adolescência ou vida adulta está indicado um reforço). 

Vacina tetraviral: contra sarampo, caxumba e rubéola e catapora (varicela), em uma só aplicação (indicada com 12 e 15 meses).

Vacina contra meningite B: menores de 01 ano de idade devem  receber 02 doses e um reforço entre 12 e 23 meses.
Crianças entre 11 e 24 meses  devem receber duas doses com intervalo de 2 meses e um reforço aos 23 meses de idade.
Maiores de 24 meses têm indicaçÃo de duas doses com intervalo de 30 dias.

Vacina contra meningite ACWY: menores de 01 ano de idade devem  receber 02 doses (03, 05 meses) e um reforço entre 12 e 15 meses.
Adolescente deve ser vacinado aos 11 anos.
Maiores de 11 anos e adultos, recebem 01 dose.


Vacina HPV: 2 doses em menores de 15 anos, iniciando-se aos 9 anos de idade e com reforço 6 meses após (para meninos e meninas).

 

 

Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira
Médica Pediatra e Responsável Técnica

Clínica de Vacinas imunity®