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Pais e mães
Dúvidas comuns sobre vacinas

 


P: Entre 12 e 15 meses, meu filho deve receber a vacina da rede pública (DPT + pólio oral) ou  a vacina Pentavalente ou hexavalente (da rede privada)?

R: A Vacina Pentavalente, ou hexavalente são mais completas e causam menos reação.
Crianças têm risco de contrair infecção invasiva pela bactéria Hib (presente na penta ou hexavalente)  até 06 anos de idade.
Os calendários da Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Imunizações e a Organização Mundial de Saúde, recomendam, de rotina, que todas as crianças recebam o reforço da vacina Hib entre 12 a 15 meses (na forma de penta ou hexavalente).
Esse reforço entre 12 e 15 meses irá proporcionar uma proteção de longo prazo, pois nessa faixa etária, as crianças adquirem a capacidade de produzir anticorpos de memória. 
Se receberem apenas as 03 primeiras doses (com 02, 04 e 06 meses), não terão anticorpos de memória suficiente até os 06 anos de idade já têm risco de desenvolver pneumonia e meningite por Hib.

 

P: A vacina do sarampo pode ser iniciada antes dos 12 meses de idade?

 

R: Sim, em vigência de surtos de sarampo, a vacina contra o sarampo pode ser iniciada aos 06 meses de idade (dose zero).
Brasil: em 2020, o país registrou mais de 7.000 casos da doença em 21 estados e o Estado de São Paulo registrou, até o momento, apresentou 822 casos confirmados e um óbito.
A proteção antes dos 06 meses de idade é um pouco menor,  devido a presença de anticorpos maternos ao feto, através da placenta. Estes podem inibir a produção de anticorpos fetais, mas após os 06, bebês já tem capacidade de produção de anticorpos próprios.
A vacina, quando iniciada aos 06 meses de idade (em situação de surto de sarampo) exige um número maior de doses para que a criança esteja completamente protegida.
Dizer que a presença de anticorpos maternos inibe completamente a produção de anticorpos após 06 meses é uma inverdade e, não vacinar os bebês entre 06 e 12 meses, faixa etária de maior incidência do sarampo,  acorre em risco do bebê desenvolver a doença (em situação de surto).
Adultos vacinados quando bebês, em situação de surto, devem, muitas vezes repetir uma terceira dose, principalmente mulheres que pretendem engravidar, pois poderão garantir maior proteção aos seus fetos e recém-nascidos.
Muitas mulheres não imunizadas adequadamente engravidam no Brasil e não se sabe se estão transmitindo anticorpos pela placenta aos seus filhos, portanto, a vacinação iniciada aos 06 meses de idade é mais um  recurso para a proteção, por isso o Programa Nacional de Imunizações, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a OMS - Organização Mundial de Saúde, assim como a Sbim - Sociedade Brasileira de Imunizações recomendam que, em vigência de surto, a vacinação contra o sarampo seja iniciada aos 6 meses de idade.
A Sociedade Brasileira de Pediatria e Infectologia Pediatra recomendam também a vacinação contra sarampo aos 6 meses de idade, em vigência de surto de sarampo, e esclarece que é perfeitamente segura.


P: Meu filho nunca teve reação de vacinas. Quando tomou a vacina dos 4 anos, desenvolveu vermelhidão e inchaço próximo ao local de aplicação.
A vacina dos 4 anos dá reação local?


R: A vacina do tétano, presente na vacina dos 4 anos pode evoluir com reação local em uma minoria dos vacinados.
Aos 4 anos, o sistema imunológico infantil está mais maduro e tem a capacidade de produzir anticorpos de memória. Esses anticorpos podem reagir com os antígenos da vacina (principalmente com a vacina do tétano), no local da aplicação, onde ocorre uma reação antígeno X anticorpo (Reação de Arthus), com aparecimento de inchaço, vermelhidão, dor ou coceira no local. 

Essa reação é menos comum em bebês por causa da imaturidade do sistema imunológico.  
Na maioria das vezes é leve e desaparece após alguns dias.
Na clínica de Vacinas imunity, a pediatra responsável técnica acompanha todas as crianças que recebem a vacina dos 4 anos, e quando necessário, trata essa reação comum e sem complicações.


P:Por que meu bebê necessita de tantas vacinas antes de 15 meses? Posso esperar e iniciar as vacinações mais tarde?

 

R: O desenvolvimento do sistema imunológico do bebê ocorre lentamente.Até 15 meses, ele ainda não têm a capacidade plena de estabelecer imunidade de memória. Nessa faixa etária, os anticorpos produzidos desencadeiam proteção de curto prazo. Isso quer dizer que, para que tenha proteção mais duradoura e eficaz, precisa de mais doses vacinais
Menores de 06 meses de idade são os que apresentam menor capacidade de produzir anticorpos duradouros. Quando são vacinados, a proteção dura, em média, 02 meses, quando há necessidade de receberem uma próxima dose. Se isso não ocorrer, perdem totalmente a proteção estabelecida pelas doses anteriores, e ficam suscetíveis a desenvolver infecções graves.
Atrasar as primeiras doses, arrisca a vida destes bebês. 
Exemplos de doenças graves são a meningite meningocócica B, A, C, W e Y, a coqueluche, as pneumonias, rotaviroses, além de outras, e, para que a proteção possa ocorrer, as vacinações devem ser iniciadas entre 02 e 03 meses de idade não devendo ser proteladas.


P: Devemos sempre administrar antitérmicos em nosso bebê 1/2 hora antes das vacinas?

R: Não há necessidade. A maior parte das vacinas atuais não causa febre ou dor. Além do mais, para que a produção de anticorpos ocorra plenamente, quanto menos medicamento, melhor. Algumas vacinas, como a meningocócica B, todavia, desencadeiam uma resposta imunológica muito efetiva, com produção de anticorpos que ocorre mais rapidamente, podendo transcorrer com febre e dor local. Nesse caso, a médica responsável técnica pela clínica de vacinas imunity sempre orienta e prescreve o antitérmico mais adequado, além de acompanhar as primeiras 24 a 48 horas pós vacinação.
A reação não é grave, mas para conforto do bebê, a médica deve sempre acompanhar e tratar. Sempre é importante enfatizar que reações vacinais, quando ocorrem, geralmente são leves. Deixar de vacinar sim, pode acarretar infecções severas e que podem deixar sequelas perenes e até a morte.
Na clínica de Vacinas imunity®, todas as vacinações são acompanhadas pela médica responsável técnica, Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira.


P: O que se pode fazer para aliviar a dor local por vacinas?

R: O ideal é ter um médico que lhe oriente e prescreva medicamentos para a dor decorrente de vacinas, quando necessários.
O uso de antitérmicos e analgésicos deve ser orientado  sempre pelo médico responsável pela imunização. Não é recomendável usar pomadas ou cremes de uso tópico após a vacinação.
Existem várias pesquisas que comprovam que, amamentar durante a aplicação de vacinas também pode diminuir a dor. 
A vacinação simultânea de duas vacinas também pode baixar o limiar da dor, pois o sistema nervoso entende como se fose uma única aplicação.
Na Clínica de Vacinas imunity® somos especializados em vacinação simultânea.

 

P: Qual a diferença entre as vacinas DPT e DPT acelular?

R:
Ambas as vacinas previnem a difteria, a coqueluche (pertussis) e o tétano, e a diferença se refere ao componente coqueluche. 
Vacina DPT (vacina de céulas inteiras): possui a bactéria da coqueluche em sua composição (Bordetella pertusis) cujos antígenos são neurotóxicos, podendo acarretar reação moderada a severa de 8 a 12% dos bebês vacinados, como febre moderada a grave, dor intensa no corpinho, dor na cabeça e  no local da aplicação, além de irritabilidade intensa, podendo convulsionar.
A DPT também faz parte da vacina Pentavalente da rede pública, para bebês de 02, 04, 06 e na DPT aos 15 meses e 4 anos de idade.
Vacina DPTa (vacina acelular): nessa apresentação, a bactéria da coqueluche está ausente e sem neurotoxinas. Não acarreta febre,  dor no corpo  ou de cabeça. É padronizada nas clínicas de vacinas da rede privada e faz parte das vacinas Hexavalente (02 e 06 meses de idade) e Pentavalente (04 meses e 15 meses de idade) e  também das vacinas DPT acelular + IPV (04 anos) e DPT acelular (09 anos, 15 anos e adultos e idosos, a cada 10 anos). 

 

Referências:

1. https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacinas-poliomielite

2.  
An epidemiological analysis of Acute Flaccid Paralysis (AFP) surveillance in Kenya, 2016 to 2018.

Tesfaye, BrookSowe, AlieuKisangau, NginaOgange, JohnNtoburi, StephenNekar, IreneMuitherero, CharlesCamara, YayaGathenji, CarolyneLangat, DanielSergon, KibetLimo, HilaryNzunza, RosemaryKiptoon, ShemKareko, DavidOnuekwusi, Iheoma.

BMC Infect Dis ; 20(1): 611, 2020 Aug 18.

3. 
The case for replacing live oral polio vaccine with inactivated vaccine in the Americas.

Alfaro-Murillo, Jorge AÁvila-Agüero, Marí LFitzpatrick, Meagan CCrystal, Caroline JFalleiros-Arlant, Luiza-HelenaGalvani, Alison P.

Lancet ; 395(10230): 1163-1166, 2020 04 04.

4. 
Preventing paralytic polio caused by vaccine-derived poliovirus type 2.

Franco-Paredes, CarlosSantos-Preciado, Jose IHenao-Martinez, Andres FRodriguez-Morales, Alfonso JCarrasco, Peter.

Lancet Infect Dis ; 20(1): 21-22, 2020 01.

5. https://www.newindianexpress.com/nation/2019/oct/23/oral-polio-vaccine-causing-paralysis-in-kids-study-2051670.html

6. <iframe width="1640" height="899" src="https://www.youtube.com/embed/CZxqz4bX048" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>