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Vacinas a domicílio: maior risco de transmissão durante a fase vermelha da Covid-19

Publicações científicas comprovam, cada vez mais que o distanciamento social é a forma mais importante, além da vacinação em massa, para debelar a pandemia Covid-19.

Países como Reino Unido, Alemanha, Suécia, Japão e outros mantiveram esse isolamento, através da obediência da população às regras sanitárias locais e estão conseguindo diminuir o número de casos e de óbitos pelo Novo Coronavírus.


Brasil: uma situação diferente

No Brasil, infelizmente, nunca houve um distanciamento social completo, com muitos brasileiros frequentando shoppings centers, hotéis, restaurantes, praias, aviões e aeroportos, realizando aglomerações através de festas familiares ou não, portanto, com alta probabilidade de que a maioria da população esteja transmitindo o Coronavírus, mesmo que assintomaticamente. Isso é comprovado pela alta incidência internações e o colapso sanitário e funerário por que passamos.

Ambientes domésticos têm risco de transmissão da Covid-19?

Já existem vários estudos que comprovam que, a permanência de pessoas em ambientes fechados, como residências ou outros ambientes onde, durante a maior parte do tempo, moradores ou isitantes permanecem sem o uso de máscaras, têm um alto potencial de transmissão. O mesmo se aplica a transportes coletivos, shoppings, aeronaves, restaurantes.
Não havendo "lockdown", estes ambientes apresentam um maior índice de Coronavírus circulando através de gotas aerosóis e em superfícies sólicas.


Vacinas de rotina durante a fase vermelha: qual a forma mais segura de nos protegermos?

Atrasar as vacinas de rotina só irá piorar a situação, já que novas pandemias surgirão.

Para que possamos estar em dia com nossas vacinas de rotina, a maioria dos os estudos considera que o ideal é aplicá-las no estabelecimento especializado em vacinações que obedece todos os critérios de prevenção, como:

- agendamento de vacinas
- entrada de um paciente cada vez, no interior do estabelecimento
- não realizar consultas pediátricas ou de outras especialidades no mesmo local
- realizar desinfecção hospitalar de  superfícies sólicas em toda clínica entre um paciente e outro
- ter profissionais devidamente treinados, com trocas de máscaras especiais e pramentos
- manter o distanciamento e agilizar as vacinações para o mais breve piossível
- dispor de pias com água e sabão e álcool gel com fácil acesso aos pacientes
- restringir o número de pessoas nas salas de vacinas
- deve haver rodízio de salas de vacinas desinfectadas e que estejam devidamente ventiladas para se diminua a possibilidade de dispersão de aerosóis contendo o Coronavírus

Vacinas a domicílio: maior risco de circulação viral

Aplicar vacinas de rotina nas residências em que, potencialmente as pessoas já tiveram contato com o Coronavírus, ou que estejam em período de incubação, ou ainda, já tenham contraído a doença, só aumenta a transmissão, piorando ainda mais a situação por que o Brasil está passando.

O "Lockdown" seria  a melhor alternativa, mantendo somente os serviços essenciais, como as clínicas de vacinas  em funcionamento, para que as pessoas possam se vacinar de modo mais seguro e com menor possibilidade de contrair o vírus pandêmico.

Não podemos, neste momento crítico, pensar somente no fator econômico. Vacinar a domicílio pode manter o faturamento do setor privado de vacinações, mas, aumenta o risco de levar e trazer o Coronavírus, com piora da pandemia.

Clínica de Vacinas imunity: 05 salas de vacinas com rodízio e desinfecção hospitalar, para maior segurança de seus clientes contra a Covid-19 e maior eficácias de suas vacinações de rotina.

Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira
Pediatra e Responsável Técnica
Clínica de Vacinas imunity

 

Referências bibliográficas


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